Crítica: Snowden – Herói ou Traidor

Crítica: Snowden – Herói ou Traidor

15 de novembro de 2016 0 Por Diego C. Melo

Antes de mais nada vamos falar sobre a coragem do aclamado diretor Oliver Stone em trazer para as telonas uma história que desafia os Estados Unidos e coloca em cheque a falta de escrúpulos do país em prol de se manter soberano perante os outros. Isso sim é digno de palmas infinitas e reconhecimento glorioso (quem sabe até uma estatueta do Oscar).

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Durante mais de duas horas de exibição, o público é lançado num mar de informações onde uma piscada pode complicar o entendimento do filme como um todo. Realmente, são incontáveis as notícias e revelações que são recebidas, chegando em um determinado momento em que algumas cabeças sofrem um tilt e ficam querendo voltar a obra para poder compreender melhor o que se passa.

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Baseado numa história real, Snowden esbarra no seu título e não permite aos espectadores escolherem qual lado do protagonista deve ser escolhido: Herói ou Traidor. Acaba ficando à mercê do favorecimento do heroísmo e em quase momento algum é citado algo que remeta ao contrário. Apenas nesse quesito o filme peca. Por mais que seja evidente quem é o errado da história, cabe a quem assiste decidir.

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A obra de Stone merece ser vista por milhões de pessoas, para que tenham a noção do que os americanos são capazes de fazer para se manterem no poder. Ultrapassam as barreiras do respeito a outros países para que a sua soberania siga intacta e com isso a privacidade do ser humano acaba ficando em segundo plano.

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Snowden é um filme de utilidade pública, mas infelizmente a obra tem tudo para passar despercebida pelo grande público. Uma pena, pois é imprescindível para qualquer ser existente nesse planeta saber quem são os comandantes americanos e do que são capazes.

Nota 8

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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