Crítica: Quando as Luzes se Apagam

Crítica: Quando as Luzes se Apagam

26 de agosto de 2016 0 Por Diego C. Melo

Muito barulho para pouco conteúdo! 

Dificilmente um filme de terror começa no mesmo ritmo de Quando as Luzes se Apagam. Muitos na verdade enrolam o máximo de tempo possível para que se possa tirar proveito maior dos sustos.
Aqui você encontra isso como defeito e qualidade.

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Vamos para a qualidade: Não existe aqui arrudeios sobre o que está amedrontando os personagens e a sua real intenção até o final do filme.

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Fica tudo muito claro logo nas primeiras dezenas de minutos transcorridos da nova produção de James Wan (sim o mesmo de Invocação do Mal 1 e 2).

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O defeito fica evidente numa falta de preparo para o espectador se envolver mais com a história. Por diversos momentos você se vê apenas como um qualquer assistindo o desenrolar de uma narrativa sem muitas expectativas.
Diante disso, perde-se uma chance imensa de jogar cada ser pagante em um mundo sombrio de uma alma penada louca, tornando de fato o filme assustador.

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Com um currículo de pôr medo extremo em qualquer macho alfa, Wan não consegue trazer com maestria seu estilo para este filme. Cumpre o papel de dar uns sustos aqui e ali, nada mais que o básico e o esperado.



Até o final é bem previsível. Quando as Luzes se Apagam chega no raso, mesmo com as ondas fazendo grande barulho. Vale o seu ingresso e de sua companhia (se desejar com ele ou ela se abraçar durante a exibição do filme), caso contrário pague apenas a sua entrada.
E sim, pode levar um lanche (aqueles das lojas do térreo dos shoppings).


Nota 5

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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