Novembro Azul – A luta é contra o preconceito e machismo

A falta de conhecimento e o machismo são as principais barreiras para um diagnóstico precoce do câncer de próstata. Nesse Novembro Azul de 2018, os dados ainda são alarmantes. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, correspondendo a 68 mil novos casos entre 2018 e 2019, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma (Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA).

Pesquisa realizada em 2017 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indica que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal “não é coisa de homem”. Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disse não achar o procedimento relevante. Especialistas defendem que a realização dos exames são importantes para detectar qualquer alteração na próstata. “Para um diagnóstico precoce é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam o exame clínico (toque retal) e o teste de antígeno prostático específico (PSA) anualmente para rastrear o aparecimento da doença”, comenta o oncologista Eduardo Inojosa, da Oncoclínica Recife (unidade Grupo Oncoclínicas).

Sintomas – Os principais sintomas do câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula, tendo como características dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Quando a doença já está em fase mais avançada, pode ocorrer presença de sangue no sêmen, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes da metástase em outros órgãos. 

Tratamento – O tratamento depende do estágio e da agressividade em que o tumor de próstata se encontra. Em casos iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa. Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não o bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de resposta. “Após realizarem a cirurgia, em alguns casos é necessário realizar o procedimento de radioterapia pós-operatória para a diminuição do risco de recidiva da doença”, comenta Inojosa.

Alimentação – A alimentação é fator importante na prevenção e tratamento de diversos tipos de câncer, entre eles, o de próstata. Na prevenção, o licopeno, – presente em alimentos como melancia, tomate e goiaba vermelha – atua como antioxidante. A dica é diversificar o cardápio e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas. “Devemos incluir frutas de todos os tipos, além de peixes, grãos e azeites”, explica a nutricionista Éryka dos Santos, da Oncoclínica Recife.  

A alimentação também ajuda a amenizar os efeitos de um tratamento, como náusea, diarreia ou constipação.    

*via assessoria

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