Crítica: Mulher Maravilha

Crítica: Mulher Maravilha

1 de junho de 2017 0 Por Diego C. Melo

A DC realmente conseguiu fazer um divisor de águas com Mulher Maravilha. O filme não apenas vale a pena, como é obrigatório para qualquer cidadão do mundo que preze por assistir a uma obra de qualidade. Gal Gadot simplesmente encanta no papel de Diana e mostrou porque foi destaque em Batman vs Superman.

Quase tudo que você assiste está lá de forma ponderada e realizada com extremo mero. Dificilmente você encontra isso em obras que envolvem super heróis, na maioria do tempo os produtores apenas colocam explosões e socos incontáveis para suprir a fraqueza do roteiro. Aqui não!

Um dos pontos fracos é a falta de sangue, o que é compreensível, pois o público atingido é maior. Regras americanas e mundias, quanto menos vermelho, mais verdinhas, mas Deadpool está aí para mostrar que ousar é possível sim. Outra peculiaridade percebida está numa cena que mostra o espírito de ganância dos humanos, que devia ter sido mais explorado em um determinado momento que os terráqueos encontram-se em desespero por culpa de um gás tóxico.

O excesso ficou a cargo do uso dos braceletes. Diana tinha ainda muito mais para mostrar, ela é completa e devia ter sido mais usada em outros golpes.

Feita as ressalvas, vamos ao que interessa: o 3D pouco importa, pois o conteúdo é muito bem amarrado e construído de uma forma que leva ao embate entre Clark Kent e Bruce Wayne. Todas as cenas são minuciosamente bem produzidas e conseguem transformar até situações do nosso dia a dia em humor pleno.

O casal tem química até demais, você percebe amor logo no primeiro olhar. Todas as amazonas deram o melhor de si em cena (outra raridade, pois em incontáveis filmes, personagens “figurantes” não dão o entusiasmo necessário) e todos do elenco cumprem seus papéis. O vilão merecia ser mais sombrio, no estilo DC de ser. Pois bem, Mulher Maravilha remete ao passado sem cansar e foca pouco no presente, mas já almeja o futuro.

Com toda certeza quem assistir uma vez vai querer retornar e cair no laço da Gal ou apenas se debruçar em seus golpes e pulos incansáveis.

Pode preparar pipoca, refrigerante, chocolates e tudo mais. A Warner e a DC transformaram o ano de 2017 no ano Maravilha. A concorrência vem forte, mas dificilmente será capaz de superar a filha da rainha das amazonas, Hipólita. Fica aqui o nosso: volte logo, porque a saudade já é latente em qualquer coração que se der o prazer de assistir à Mulher Maravilha.

Nota 9

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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