Crítica: Manchester À Beira-Mar

Crítica: Manchester À Beira-Mar

5 de fevereiro de 2017 0 Por Diego C. Melo

Quando um filme resolve retratar o cotidiano de um ser humano que teve sua vida totalmente devastada por um grande acidente, o público se vê em meio a duas vertentes: ser jogado na história como um turista ou ter o prazer de ser apresentado aos poucos em cada acontecimento.

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Na obra em questão, os espectadores são arremessados num turbilhão de informações que ora se encontram e em outros momentos se chocam. Manchester consegue enlouquecer uma história que, por mais complexa que seja, seria simples se fosse contada de uma forma menos espalhafatosa, mas, assim o fazendo, com toda certeza estaria fora da corrida do Oscar.

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Casey Afleck, no papel de Lee, rouba a cena e carrega toda a narrativa nas costas com a ajuda de Lucas Hedges, seu sobrinho Patrick, o que pode render a Afleck uma suntuosa estatueta dourada e com esse feito manter o ciclo de filmes desse nicho a receberem prêmios importantes. A obra leva pouco mais de duas horas na telona para ser contada em detalhes e cada minuto pode ser sentido por quem assiste e isso pode ser terrível para qualquer um. Nem tudo são flores quando se trata de boas histórias.

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O personagem do irmão de Lee é apresentado aos poucos para os espectadores, que acabam se ficando tão atordoados quanto Casey em sua árdua adaptação após as perdas que o destino lhe ofereceu. Não existe exatamente nada de extraordinário em todo o filme, porém o que se destaca, além do ator principal, é o elenco em perfeita sintonia e a competência que toda a produção teve ao fazer dessa história algo que pudesse servir de longa-metragem.

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Manchester À Beira-Mar é uma narrativa trágica que pode conquistar alguns, mas dificilmente ganhará os corações da multidão, o que é uma pena, pois poderia ter sido melhor conduzida para assim agradar a gregos e troianos.

Filme de Supercine especial de final de ano, nem mais, nem menos.

Nota 7

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro Apoio

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