Benzinho é o grande vencedor do 18o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Benzinho é o grande vencedor do 18o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

16 de agosto de 2019 0 Por Diego C. Melo

Foram anunciados na noite desta quarta-feira (14 de agosto), no Theatro Municipal de São Paulo, os vencedores do 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O grande vitorioso foi o filme Benzinho, dirigido por Gustavo Pizzi, com seis prêmios, nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem de Ficção. Logo depois, O Grande Circo Místico, que levou o troféu Grande Otelo em Melhor Direção de Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Efeito Visual. O terceiro filme com mais estatuetas foi Chacrinha: O Velho Guerreiro, que levou os prêmios de Melhor Ator, Melhor Som e Melhor Longa-Metragem de Ficção – Voto Popular.

Este ano, o GP premiou em 34 categorias, sendo quatro inéditas: melhor filme ibero-americano lançado no Brasil e as melhores séries brasileiras de produção independente de ficção, documentário e animação exibidas na TV por assinatura e no OTT (veja abaixo a lista completa). A disputa reuniu 74 longas de ficção, 67 longas documentários, dois longas infantis, 55 curtas nacionais, além de 43 longas estrangeiros e 11 longas ibero-americanos. Ao todo, 1986 profissionais foram inscritos na disputa e mais de 200 concorreram ao Troféu Grande Otelo.

Com transmissão ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil, a cerimônia dirigida por Ivan Sugahara e apresentada por Rodrigo Pandolfo, André Ramiro e Juliana Linhares teve como pontos altos a homenagem à Zezé Motta, que recebeu o prêmio pelas mãos de Lázaro Ramos e Tais Araújo, enaltecendo sua militância à causa negra nas artes. A platéia também se emocionou com a apresentação de Ney Matogrosso, que cantou “Um Pouco de Calor”, trilha do filme “Ralé” (2015), estrelado pelo próprio cantor. Em uma cerimônia conduzida pelo casamento entre música e cinema e embalada por algumas das principais canções originais especialmente produzidas para produções cinematográficas, João Gilberto – o pai da Bossa Nova – foi lembrado com ‘Chega de Saudade’, interpretada por Ayrton Montarroyos.

A cerimônia teve a presença de cineastas, atrizes, atores, produtores, distribuidores, exibidores, profissionais do audiovisual e de autoridades como o prefeito de São Paulo, Bruno Covas; o secretário de Cultura do Município de São Paulo, Alê Youssef; o secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão; e Lais Bodanzky, presidente da Spcine. 

A Academia Brasileira de Cinema é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (diretor vice-presidente), Bárbara Paz (diretora secretária), Alexandre Duvivier (diretor financeiro) e Iafa Britz (diretora social).

A votação sigilosa da premiação teve apuração da PWC.

A 18ª edição do Grande Prêmio conta com o Patrocínio Master da TV Globo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Patrocínio do CANAL BRASIL através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Patrocínio: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e SABESP. 

Correalização: Spcine e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

OS VENCEDORES DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2019

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO

BENZINHO, de Gustavo Pizzi.  

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

EX PAJÉ, de Luiz Bolognesi. 

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL 

DETETIVES DO PRÉDIO AZUL 2 – O MISTÉRIO ITALIANO, de Viviane Jundi. 

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA

MINHA VIDA EM MARTE, de Susana Garcia. 

MELHOR DIREÇÃO

GUSTAVO PIZZI, por Benzinho

MELHOR ATRIZ

KARINE TELES, por Benzinho

MELHOR ATOR

STEPAN NERCESSIAN, por Chacrinha: O Velho Guerreiro (de Andrucha Waddigton)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

ADRIANA ESTEVES, por Benzinho

MELHOR ATOR COADJUVANTE

MATHEUS NACHTERGAELE, por O Nome da Morte (de Henrique Goldman)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

GUSTAVO HADBA, ABC, por O Grande Circo Místico

 MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

KARINE TELES e GUSTAVO PIZZI, por Benzinho

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

CARLOS DIEGUES e GEORGE MOURA, por O Grande Circo Místico

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

ARTUR PINHEIRO, por O Grande Circo Místico

MELHOR FIGURINO

KIKA LOPES, por O Grande Circo Místico

MELHOR MAQUIAGEM

CATHERINE LEBLANC CARAES e EMMANUELLE FÈVRE, por O Grande Circo Místico

MELHOR EFEITO VISUAL

MARCELO SIQUEIRA, ABC e THIERRY DELOBEL, por O Grande Circo Místico

MELHOR MONTAGEM FICÇÃO

LIVIA SERPA, por Benzinho

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO

GUSTAVO RIBEIRO e RODRIGO DE OLIVEIRA, por Todos os Paulos do Mundo

MELHOR SOM

JORGE SALDANHA, ARMANDO TORRES JR, ABC, ALESSANDRO LAROCA, EDUARDO VIRMOND LIMA e RENAN DEODATO, por Chacrinha: O Velho Guerreiro

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

ELZA SOARES e ALEXANDRE MARTINS, por My Name is Now, Elza Soares

MELHOR TRILHA SONORA

ZECA BALEIRO, por Paraiso Perdido (de Monique Gardenberg)

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

INFILTRADO NA KLAN/ Blackkklansman (EUA), de Spike Lee. 

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

UMA NOITE DE 12 ANOS/La Noche de 12 Años (Argentina, Espanha, Uruguai), de Álvaro Brechner. 

MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO – MENÇÃO HONROSA 

PEIXONATA – O FILME

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO

LÉ COM CRÉ, de Cassandra Reis

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

COR DE PELE, de Livia Perini 

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO

O ÓRFÃO, de Carolina Markowicz

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO

IRMÃO DO JOREL, de Juliano Enrico

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO

INHOTIM – ARTE PRESENTE

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO 

ESCOLA DE GÊNIOS – 1ª TEMPORADA 

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO – VOTO POPULAR

CHACRINHA: O VELHO GUERREIRO de Andrucha Waddington.

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO – VOTO POPULAR

MY NAME IS NOW, ELZA SOARES, de Elizabete Martins Campos        

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO – VOTO POPULAR

NASCE UMA ESTRELA/A Star is Born (EUA), de Bradley Cooper.

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO – VOTO POPULAR

UMA NOITE DE 12 ANOS/La Noche de 12 Años (Argentina, Espanha, Uruguai), de Álvaro Brechner.

via assessoria