Crítica: Em Ritmo de Fuga

Crítica: Em Ritmo de Fuga

27 de julho de 2017 0 Por Diego C. Melo

Misturar velocidade com assaltos e uma pitada de romance parece algo batido e que dificilmente trará alguma novidade ou algo de extraordinário para os espectadores. Mero engano. Baby Driver, nome original do filme, traz muito mais do que o esperado e transforma a sua exibição em algo digno de ser chamado de puro entretenimento no cinema. É adrenalina na dose certa e sem exageros.

A trilha sonora é monumental, e sim, para alegria geral da nação já encontra-se disponível no Spotify. Sabe aquelas músicas que você escuta em uma alguma obra cinematográfica e sai louco para baixar e escutar até cansar? Pois bem, Em Ritmo de Fuga é um prato cheio e bem recheado mesmo, são mais de 50 canções que compõe a trilha completa.

Existe algo que não é bom no filme? Se esmiuçar bem, pode-se perceber que o enredo é um pouco de tudo que já foi visto, com uma pitada de novas nuances, mas numa pegada pouco vista, principalmente hoje em dia. Poderia ter explorado um pouco mais a infância do Baby? Poderia, mas não o fizeram para deixar o sentimentalismo de lado e a duração do filme não ficou longa, podia ter feito isso sem problemas, pois o público vai enlouquecer com o que verá na tela, e conhecer com mais profundidade a história do personagem principal não faria mal algum.

A química do casal é imediata, nem um pouco forçada, você se sente atraído pelos dois e fica na expectativa desde a primeira troca de olhares, esperando o algo mais e… deixa para lá, senão vira spoiler. No entanto, que devia ter tido mais pegadas devia, já que teve sangue sem medos, podia ter abusado de cenas mais pesadas, sexualmente falando. Não que isso interfira no resultado final, bem longe disso, pois Baby sozinho consegue roubar a cena e domina TUDO, isso mesmo, TUDO sem meias palavras. Ansel Elgort consegue trazer para o público a sua melhor interpretação até o momento, mesmo sem se expressar tanto, ainda assim fez perfeitamente o seu trabalho.

Não sabemos se haverá uma sequência, até porque acontecem coisas que talvez não possam ser remediadas, mas fica um desejo de continuidade, e no que depender da torcida e quem sabe da bilheteria isso possa vir a acontecer. Seguindo esse embalo, com certeza seria outra produção requintada e de boa apreciação.

Em Ritmo de Fuga quebra a falta de criatividade que vive o cinema internacional, que fica centrado apenas em fórmulas que já deram certo ou quadrinhos e por raras vezes se arriscam em produtos dignos de serem vistos. Com absoluta certeza ninguém sairá arrependido da sala de cinema, não importa o dia em que for assistir esse filmaço, e não esqueça da pipoca, refrigerante e chocolate, e claro, de chamar geral, pois B. A. B. Y te espera para dar uma voltinha no cinema mais perto de você.

Nota 8,5

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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