Em crise? RedeTV! propõe nova redução de salário e jornalistas reagem

Em meio a investimentos como a contratação de Luís Ernesto Lacombe, ex-Band, para o Opinião no Ar, a RedeTV! busca manter a redução do salário e da jornada de trabalho de seus jornalistas em 25% – usando do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, instituído pelo governo Jair Bolsonaro em meio à crise financeira associada à pandemia de coronavírus. Os profissionais, porém, não estão mais dispostos a aceitar tais acordos.

Segundo informações do jornalista Maurício Stycer, do portal UOL, os contratados do departamento de Jornalismo da RedeTV! decidiram, em assembleia realizada na última quarta-feira (14), que não vão mais concordar com as propostas de redução. Eles também afirmaram que estão sendo “coagidos” pela emissora, sob ameaça de demissão, a assinar o novo compromisso; o prazo para tal expira na próxima segunda-feira (19).

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo relata que cerca de 20 profissionais – mais de 30% do time de jornalistas do canal, de acordo com Stycer – endossaram um manifesto contrário à proposta do canal de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho. “Nos recusamos a assinar os novos contratos de redução de vencimentos e jornada de trabalho, impostos pela direção da empresa, pelo oitavo mês consecutivo, garante o documento divulgado nesta sexta-feira (16).

É importante frisar e denunciar que nós temos nos sentido coagidos a assinar esses aditivos contratuais sob a ameaça e aceno de que quem não o fizer será demitido”, prossegue o manifesto; desde abril, cabe frisar, foram quatro aditivos relacionados a cortes. “A emissora nunca apresentou qualquer justificativa financeira que demonstrasse a necessidade de ingressar”, conclui o documento, citando o programa proposto por Bolsonaro.

Consultada, a RedeTV! – única das grandes redes de TV aberta que aderiu à redução de salário e jornada de trabalho – alegou que “o setor de radiodifusão e a publicidade são dos mais impactados pela pandemia” e que “qualquer interpretação diferente dessa é apenas uso político pelo sindicato de uma realidade que atinge o país e o mundo”.

via rd1

Exit mobile version