Crítica: Dunkirk

Crítica: Dunkirk

25 de julho de 2017 0 Por Diego C. Melo

Christopher Nolan conta o que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha avançou rumo à França e cercou assim as tropas aliadas nas praias de Dunkirk. Com uma cobertura aérea e terrestre das forças britânicas e francesas, as tropas são lentamente evacuadas da praia. Esta é a sinopse do novo filme de Nolan, que segue a risca em mostrar os detalhes da guerra, com bem menos sangue do que o público já está habituado a assistir e sem uma grande história que possa envolver os espectadores.

O ponto alto desta obra é a primazia do diretor em saber conduzir as cenas e transformar momentos simples em grandiosos. Alguns momentos são estonteantes, outros acabam deixando você um pouco tonto, mas ainda assim são excelentes, pois existem com o intuito de levar a pessoa para dentro da história e funcionam bem, mesmo que usados em excesso.

A escolha do elenco foi certeira e os efeitos especiais também vão agradar quem for ao cinema assistir mais um filme grandioso de Christopher, que apesar de ótimo, peca por ser monótono e não ter construído uma história fixa que pudesse transformar Dunkirk numa obra que envolvesse todos e não os deixasse cansados com tantas explosões e sofrimentos. Uma ideia simples seria a criação de um elo maior entre dois amigos na trama, trazendo a tristeza da partida de um deles para o público, o que acaba não acontecendo.

Diversas histórias paralelas, muitos personagens com potenciais não aproveitados e que podiam ter resultado maior engajamento com a plateia e são desperdiçados por tiros e evacuações em massa.

Em certa altura do filme você se sente integrante de tudo o que acontece, a sua respiração trava, sua torcida por alguns personagens acontece, mas acaba não passando disso. Faltou aquele pulso firme para construir a química perfeita para fazer Dunkirk encantar o dobro de milhões que vai ganhar nos cinemas.

É uma obra que foge um pouco dos estereótipos de demais filmes de guerra e que agrada um público acima da média e podia ter ido bem mais longe se não tivesse tão centrado em utilizar muito efeito especial e pouca história. Ela existe de maneira rasa, sua profundidade ficou em meio às balas e efeitos sonoros gigantes. Vale a pena assistir? Com toda certeza, com direito a pipoca e refrigerante, não esquecendo é claro, de levar alguma companhia que suporte ficar ao seu lado sem reclamar tanto do que está vendo na telona.

Nota 8

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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