Crítica: Meu Malvado Favorito 3

Crítica: Meu Malvado Favorito 3

30 de junho de 2017 0 Por Diego C. Melo

O grande trunfo de uma saga cinematográfica é ter algo bom para contar e encantar os espectadores, o que não ocorre nessa terceira aventura de Gru e sua turma. Por mais que forcem uma liga entre os diversos acontecimentos que rolam no filme, falta aquele pique inicial, aquele ardor que outrora brilhava tanto.

Na verdade, o que realmente continua funcionando bem é o núcleo infantil e os adoráveis Minions, pois o próprio personagem principal parece estar sem gás e animação, como um ator cansado de interpretar um mesmo personagem. Ainda assim cumpre bem o seu papel e no que lhe falta, surge o então irmão gêmeo. As criaturinhas amarelas já ganharam seu próprio filme e vida, tanto que nos anúncios do Meu Malvado Favorito 3 era alardeado que eram os mesmos produtores do estrondoso sucesso: Minions O Filme.

Os novos personagens são fracos e não ajudam a história a crescer, talvez criar ou recriar algo no núcleo que já deu certo fosse a melhor coisa a ser feita. O enredo é raso e bem repetitivo, se for comparado com tantas obras do nicho de animação.

As crianças vão amar e os seus pais da mesma forma, pois Meu Malvado foi feito para agradar em cheio essas duas categorias e faz o dever de casa direitinho, diverte, ensina e prega o amor em todos os sentidos, sem dar aquelas lições de moral excessivas.

Meu Malvado Favorito vai dominar algumas semanas na bilheteria? Vai, até a entrada de um super herói aí…,vai vender muitos produtos licenciados? Com toda certeza e a principal função dele será cumprida? Também! E qual seria essa função? Levar os pais com as crianças para os cinemas e se encantarem com inúmeras “fofurices” e alargar os sorrisos nas bocas dos produtores.

Talvez chegou a hora de parar totalmente e repensar algo para ser feito, pois dessa maneira acaba até cansando os astros do filme, os Minions, para suas próximas aventuras nas telonas. Quem sabe fazer uma história focada nas crianças querendo encontrar seus pais verdadeiros ou algo do tipo, pois caminhando do jeito que está vai apenas seguir o mesmo caminho de Shrek, muito sucesso nos primeiros e repercussão quase zero nos últimos.

Vale a pena você ir ao cinema e levar a criançada. Pode ser visto com tranquilidade, porém sem esperar nada além de uma história básica, que mistura núcleos e muitos “ounts”.

Nota 6

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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