Crítica: O Doutrinador

O primeiro super-herói brasileiro nas telonas tinha de combater nosso maior inimigo, não é verdade? E quem é maior inimigo do Brasil? Se você respondeu corrupção, parabéns, acertou em cheio.

Quando um homem tem arrancado de si o seu amor mais puro, ele se transforma em questão de segundos. Com esse mote, o público é remetido a uma história policial com nuances de O Justiceiro.

Visivelmente com pouco recursos, o filme consegue explorar o que tem de melhor, falha por não saber usar um ângulo da câmera aqui e ali e peca com maestria na única hora de verdade que precisaria utilizar os efeitos especiais de maneira digna. Isso não atrapalha o desempenho da obra, contudo causa um pouco de vergonha alheia ao assistir à cena final.

O Doutrinador tem todos os elementos que podem fazer dele um sucesso. Em meio a tantos filmes de comédias brazucas e outros de gênero policial com mais sangue que Jogos Mortais, O Doutrinador consegue ficar numa linha tênue e explora isso de ótima maneira.

Talvez a descrença no produto tenha feito alguns investimentos não serem concretizados, o que é uma pena, pois merecia. Quem sabe até a equipe que fez a cena do mar abrindo em Os Dez Mandamentos teria conseguido uns efeitos melhores, mas fica para a próxima.

Pode ir assistir em qualquer dia e horário. Apesar dos pesares, se permita ser contemplado pela tentativa do cinema nacional em cativar você com nosso primeiro super-herói raiz.

Nota 6

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

Apoio: UCI Cinemas

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