Crítica: O Círculo

Crítica: O Círculo

30 de junho de 2017 0 Por Diego C. Melo

A sociedade atualmente vive refém da tecnologia e isso é retratado perfeitamente nesse filme. Essa adaptação contém alguns erros e falta um desfecho mais entusiasmante? Infelizmente sim, mas ainda consegue, no geral, ser uma excelente opção nos cinemas, pena ter estreado em meio à guerra de gigantes da indústria, porém bem perto dos 20 anos do lançamento da saga de Harry Potter.

A história de uma empresa que é o sonho de milhares de trabalhadores fisga você quase que imediatamente, e quando a pessoa menos percebe já está dizendo que queria trabalhar naquele lugar ou fala em alto e bom tom: tudo isso é bom demais para ser verdade, estilo aquelas senhores que ficam em frente à TV envolvido nas telenovelas.

Emma Watson não é uma atriz fantástica, faz o seu trabalho direito e em alguns momentos até supera Tom Hanks. O principal problema em transformar essa história em filme foi justamente o fato de parecer, e muito, com outras obras recentes, que retratam esse domínio tectonológico, mas o grande diferencial é que você se apega e quando menos percebe já se foi 80% da duração do filme.

O final deixa a desejar, pelo fato de ter sido criada uma expectativa dentro da própria narrativa que faz todos esperarem algo grandioso, aquela cena majestosa, digna de ser aplaudida por longos segundos, e isso infelizmente não acontece e entristece quem ficou na sala até o fim. Quando você acha que está na metade do filme, acaba!

O futuro de O Círculo é uma Tela Quente especial em 2019, e isso não é ruim, pelo contrário, vale o seu ingresso e de seu acompanhante nos cinemas, agora da maneira mais rápida possível, pois é certo que não vai durar mais que três semanas em exibição, então a dica é ir com lanches dentro da mochila e absorver o principal recado que a história passa: se desconecte, sem ficar muito tempo ausente, ou quase isso.

Nota 5

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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