Crítica: La La Land

15 de janeiro de 2017 0 Por Diego C. Melo

Sabe aquele tipo de filme que já é bem feito demais antes de você começar a assistir? Pois bem, La la Land é feito sob medida para agradar a gregos e troianos e marcar a sua história no cinema mundial. Logo nos instantes iniciais, o público é imerso numa bela canção que deixa claro o estilo da obra imediatamente: um primoroso musical.

Uma história de amor surge em meio a contratempos que acontecem na vida de duas pessoas com sonhos distintos, mas que visam o estrelato em suas carreiras. A química entre o casal Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) é sentida de imediato e a torcida pelo romance se torna fervorosa.

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As músicas são inseridas de uma maneira necessária e não apenas para fazer volume. As atuações estão impecáveis e todo o fervor levantado em torno do filme parece real. Não fazem mais películas dessa maneira e a energia emitida por La La Land é preciosa, encantando quem se der ao prazer de assisti-la.

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Querendo se modernizar, o roteiro foge de um verdadeiro final feliz, mas esquece de usar a modernidade durante toda a obra, ficando em um meio termo que gera diversas surpresas da plateia. A sensação de nostalgia é grande e o mix do velho com o novo faz de cada minuto nas telonas um momento único e precioso.

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O mal da obra é a sua paixão por si. Sabe o que isso significa? A autossuficiência em sua estética acaba trazendo um desdém para o conteúdo, que, por sinal, é bem fraco mesmo. Sendo assim, as deficiências do roteiro são expostas, como por exemplo nos momentos em que todos esperam uma vibração maior de alguns personagens, ficando o espectador com a percepção da falta de humanização dos intérpretes, algo do tipo: estamos fazendo apenas o que mandam!

O preconceito contra filmes musicais ainda é enorme diante das “dancinhas” e “cantadas” que são lançadas à exaustão nesse gênero, o que pode prejudicar o resultado final das bilheterias, mas até quem não gosta de tantas músicas pode ir tranquilo. La La Land: Cantando as estações não abusa e faz o seu trabalho certinho, quase perfeito.

Nota 9

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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