Crítica: IT – A Coisa

Crítica: IT – A Coisa

6 de setembro de 2017 0 Por Diego C. Melo

Depois de tanta espera, finalmente o público pode conferir uma das obras de terror mais esperadas. O mestre Stephen King tem o seu palhaço demoníaco incorporado nas telonas para o medo do mundo todo.

Pennywise não demora para aparecer e mostrar os dentes monstruosos. Logo de cara é perceptível que o filme não está para brincadeira e, mesmo com palhaçadas exacerbadas, a longa duração de IT faz valer a pena o seu dinheiro.

Um dos problemas é justamente essa necessidade de querer fazer tudo parecer engraçado e jogar um monte de situações cômicas para os espectadores e com isso quebrar o clima tenso em diversos momentos. Podia ter menos disso, cortando partes fúteis.

Com o suspense um pouco arrastado em uma parte ou outra, IT parece mais um episódio de Stranger Things, e passa longe disso. Deixar para contar em outro filme a origem do palhaço e ocultá-la nesse episódio não foi algo tão inteligente, ao menos uma pincelada podia ter sido oferecida, e não ficar já na expectativa por sucesso de bilheteria para garantir uma continuidade.


Agora, os pontos positivos: as crianças dão uma lição de interpretação a cada cena e todas, sem exceção, fazem tudo parecer real, desde o respirar de medo até a coragem momentânea. Deve-se respeitar as sequências oferecidas, várias vezes o espectador fica aflito, assustado e porque não dizer: tremendo de medo. Explorar o imaginário do que aflige e aterroriza cada personagem é algo louvável, pois o que pode ser bobagem para um acaba se enquadrando completamente na vida de quem estiver assistindo, ou vai me dizer que você nunca teve medinho de um palhaço?

O remake vem para alegrar os fãs do gênero terror e garantir, por mais de 120 minutos, uma tenebrosa visita à cidade mal assombrada de Derry e quem sabe ao sair da sala de exibição você não se depare com o seu maior medo e possa encarar ele de frente? Ou quem sabe sair correndo!

Quer uma dica? Assista com os pés bem em cima de sua cadeira na sala de cinema, porque algo pode querer te tocar e arrastar você para os confins da terra.

Nota 8

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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