Crítica: Halloween

E mais uma releitura de clássicos é jogada nas telonas para os espectadores ávidos por um filme de terror. Desta vez o público é remetido para Michael Myers e praticamente tudo o que já foi visto nos cinemas antes foi jogado para o lixo. Após 40 anos você se depara com uma franquia onde tudo e todos já foram mexidos. Pois bem, vamos ao que interessa.

Halloween é bom? Pode-se dizer que vale o seu ingresso e você precisa ter estômago para assistir a algumas cenas que abusam do sangue e mutilação, contudo não é isso que faz um filme ser pavoroso, se assim fosse Jogos Mortais dariam em todo mundo, mas não é assim que funciona.

Com algumas cenas patéticas que tantas outras obras utilizaram, como pessoas tropeçando no nada e assassino pegando no pé de alguém que não teve velocidade suficiente para escapar das garras do mal, Halloween soa mais como uma trama adolescente boba. 

Jamie Lee Curtis está esplêndida no filme, no auge dos seus 60 anos, coisa que dificilmente algum homem consegue nos tempos de hoje. Ela está lá pronta para combater qualquer mal. O roteiro remete a algumas cenas das tantas outras adaptações, ponto positivo mais uma vez.

A câmera traduz o medo do público ao assistir o filme. Trilha sonora ok e deixa você apreensivo, contudo raramente algo te surpreende e isso acaba influenciando no resultado final do filme. O excesso de imagens escuras para diminuir custos e outros absurdos, como deixar Myers quase imortal, também influem negativamente.

Pode ir assistir numa boa, sem grandes expectativas, porém faz valer o preço do ingresso.

Nota 6,5

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

Apoio: UCI Cinemas

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