Crítica: Coringa

Crítica: Coringa

6 de outubro de 2019 0 Por Diego C. Melo

Um filme chato, porém necessário

Desde o instante que foi anunciado, os fãs do lunático personagem logo entraram em êxtase, principalmente depois da aparição horrenda de Jared Leto como Coringa em Esquadrão Suicida. Todo mundo concordava que algo próximo da perfeição era mais do que merecido nesse novo filme. E será que esse momento veio?

O comediante falido Arthur Fleck, personagem do Joaquin Phoenix tem sua história mostrada passo a passo de uma maneira sem presa e com cuidados extremos para que nada passe despercebido. A construção do Coringa de Phoenix foi realizada de maneira plena e triunfante, porém se engana quem acredita que isso não cansa.

Assistir Coringa com um pouco de sono se torna uma árdua tarefa para quem for aos cinemas. Não é um filme de ação, embora tenha momentos de tirar o fôlego. Essa é uma obra de estruturação e isso é massante quando não existem ganchos. O que com certeza não é visto por aqui.

Joaquin tem tudo para levar sua estatueta do Oscar em 2020, se não ocorrer nenhuma “mudança” até lá. Coringa foi realizado para isso. É esse o seu intuito. Uma bela fotografia, cortes e direção de imagem dignos de aplausos e realizado por quem realmente entende do assunto. Sabe aquele tipo de obra cinematográfica feita com todos os cuidados e requintes para levar prêmios e mais prêmios? É exatamente o que você verá.

A DC acertou sim mais uma vez. Mergulhou de cabeça no lado sombrio do Coringa e soube tirar de letra nessa nova adaptação e ainda criou uma ligação espetacular com a história de um outro personagem icônico (sem spoiler). Essa é uma obra enfadonha, mas necessária. Sofre por possíveis impulsionamentos que a trama pode acarretar em movimentos violentos nos Estados Unidos e mundo afora? Sim! E sofrerá bastante. Principalmente com essa geração mimimi que é vista nos dias atuais.

Mas nem tudo são flores. O excesso de sorrisos, as cenas demasiadamente longas em alguns momentos acabam deixando tudo mais sofrível. É um show, isso é fato, contudo tenha ciência que essas coisas não o tornam suficiente para ser visto mais que uma vez. É ver, guardar na memória e dizer que assistiu.

Nota 7

Por Dieguito C. Melo

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