Crítica: Annabelle 2 – A Criação do Mal

Crítica: Annabelle 2 – A Criação do Mal

17 de agosto de 2017 0 Por Diego C. Melo

Quando algo dá certo, o que mais é feito é tirar leite de pedra até quando ela ainda possa render algo, e o universo de Invocação do Mal traz claramente isso. É uma ótima história a ser explorada? Com certeza, mas peca em utilizar o mais do mesmo nesta nova obra.


Crianças e adultos indo para casas abandonadas ou amaldiçoadas já é tão batido que não surte mais o efeito esperado, mas ainda assim segue sendo muito utilizado pelo simples fato de estar na moda e ser um ambiente mais propício a luzes apagadas e sempre ser localizado no meio do nada. Até alguém pensar em algo que seja mais eficiente e amedrontador seguirão na mesma pisada e Annabelle 2 seguiu o padrão.

Tentando dar um sentido a todo o ciclo de Invocação do Mal, essa obra se destaca um pouco mais do que o primeiro filme solo da boneca, embora seja piegas em determinados momentos, consegue cumprir o seu papel dentro do quesito terror. Sustos aqui e ali, 90% deles previsíveis e com duas cenas pós-créditos que não acrescentam absolutamente nada que todos já sabem, contudo ainda é válido.

Não haverá concorrentes à altura da endemoniada bonequinha enquanto estiver em exibição por algumas semanas, e isso será excelente para que fature seus milhões de dólares sem problemas nenhum.

O que faz de Annabelle 2 louvável é o fato de ter saído um pouco do escuro para assustar os espectadores e quando o filme se permite fazer isso, consegue ser mais amedrontador do que em vários outros momentos. Pode esperar.

Prepare o aperto na mão do seu amor, amigo, ou quem quer que seja seu acompanhante, pois os hematomas virão, principalmente se você tiver coragem suficiente para assistir às últimas sessões, aquelas em que adolescentes não ficam sorrindo para chamar atenção e tentar disfarçar os medos que sentem.

Pode ir tranquilo para qualquer dia da semana e leve incontáveis lanches para apreciar mais um capítulo dessa saga do mal nos cinemas.

Nota 6

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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