Crítica: A Torre Negra

Crítica: A Torre Negra

27 de agosto de 2017 0 Por Diego C. Melo

A expectativa pela adaptação da série de livros do Stephen King foi gigante, mas desde os primeiros trailers algo estranho era visto, além da cara repleta de botox do Matthew McConaughey. O tom de suspense e terror não era sentido e muito menos passado nas primeiras impressões e isso logo é confirmado nos minutos iniciais do filme.

Logo de cara o público é apresentado ao vilão Walter Padick, que na verdade não passa de um personagem covarde que se esconde o tempo todo do pistoleiro interpretado por Idris Elba. McConaughey faz um de seus piores papéis na carreira e joga apenas palavras que eram para passar medo e acabam sendo uma bobagem infinita, é quase um vilão de novela mexicana. Terrível é a sua interpretação e falta de expressão. Precisa de alguém que dê o alerta para ele, principalmente em sua carreira.

 Quando Roland Deschain encontra o garoto Jake Chambers, vivido medianamente por Tom Taylor, aí a coisa consegue ficar pior, pois soa como uma química forçada entre os dois que em diversos momentos parece falsa e meramente formal. A de Roland ainda é algo digno de ser chamado de atuação junto com a mãe do garoto, que mesmo aparecendo pouco, consegue convencer as pessoas de algo verdadeiro no filme.

E que efeitos especiais são esses? Pegue o PlayStation 1 e junte com algumas melhorias do 2 e tenha o resultado final jogado nesta obra. Em incontáveis momentos é perceptível vários erros e falta de esmero nesse filme, que tinha tudo para ser grande, e a história que, era para ser sombria e tenebrosa, nada mais é que sem graça, sem sal e sem vida. A sensação é de tolices jogadas por pouco mais de 90 minutos bem na sua cara.

 

O que era pra ser grandioso, virou tedioso e vergonhoso, seria massacrado se fosse de uma produtora pequena, porém como não é, ainda receberá uns mimos dos críticos em geral, mas fica a dica de que A Torre Negra não merece ser visto por você em um dia da semana que não seja promoção, ou melhor, tente ganhar o seu ingresso em promoção de rádio, TV, site ou algo parecido, aí você terá alívio ao sair da sala de cinema por não ter gasto dinheiro com essa produção. O tempo perdido infelizmente não voltará. É decepcionante e digno apenas de ser exibido em uma sessão do Supercine.

Nota 3

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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