Crítica: A Grande Muralha

Com uma energia surreal, o filme joga o espectador em um universo quase que paralelo à realidade dos seres humanos. A verdade é que, transformar uma das lendas em torno da muralha da China em filme, foi uma atitude ousada e inusitada do diretor Zhāng Yìmóu, um cineasta, produtor de cinema e roteirista chinês. Por um pequeno retrospecto de outras produções dele, muito era esperado da obra, o que acabou gerando uma certa decepção.

A Grande Muralha : Foto Pedro Pascal

Salvo pelo público da China, A Grande Muralha sofre por um roteiro fraco e que não consegue fisgar as pessoas, infelizmente. Apesar de um início empolgante, os minutos seguintes sofrem de um marasmo e tentam mostrar conexão com as lendas, sendo elas resumidas em alguns segundos de explicação.

A Grande Muralha : Foto Jing Tian

Num determinado momento, você se vê em meio a um episódio de Power Rangers: Força Ninja, isso não é ruim, apenas retrata a cultura de um povo, mas que soa meio “bobo” para a trama. Matt Damon não convence com o seu rabinho de cavalo, por mais que tente. Pedro Pascal acaba roubando boa parte das cenas em que aparece no filme.

A Grande Muralha : Foto Matt DamonA Grande Muralha : Foto

Não que seja extremamente ruim, mas é um festival de desperdícios, que vão de atuações fracas até uma produção que apenas visa os efeitos especiais, que nem parecem tão reais.

A Grande Muralha : Foto

Para quem quiser “apreciar” um filme sem compromisso algum, A Grande Muralha é uma boa opção, só lembrando que vale ser visto numa segunda ou quarta-feira, não mais que isso. Filme mediano para um público que esperava algo maior, bem maior.

Nota 6

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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