Crítica: A Cura

Crítica: A Cura

19 de fevereiro de 2017 0 Por Diego C. Melo

Quando um diretor visionário resolve revelar seu mundo gótico e sombrio, muito se espera por tal feito, e Gore Verbinski consegue criar em A Cura, um clima tenso e propício ao medo, sustos e gritos ao extremo, mas ele decide não ir para o caminho mais fácil e, mesmo sem surpresa alguma no desenrolar da obra, essa história tem os seus méritos.

A Cura : Foto

Vamos por partes:

O início domina tudo e cria uma tensão surreal, gerando uma expectativa incontestável para o desenvolvimento da história. Cada cena cria um gancho para a outra e com isso segura o público minuto após minuto.

A Cura : Foto Mia Goth

Porém, um problema que logo começa a ser percebido é a falta de aproveitamento em determinados momentos. Por se tratar de um drama repleto de suspense, é necessário usar alguns artifícios, por mais batidos que sejam, como por exemplo, efeitos sonoros. Faz falta, mas a beleza fotográfica e simetria em inúmeras cenas proporcionados por A Cura, compensam.

A Cura : Foto Jason Isaacs

A história por vezes se torna meio complexa para quem não está habituado a segredos mirabolantes, o que dificulta um pouco a sua compreensão com a falta de explicação em vários assuntos durante a longa exibição do filme (mais de 120 minutos), que são sentidos por quem assiste, mesmo não sendo uma tarefa árdua.

A Cura : Foto Dane DeHaan

Com alguns cortes mais precisos e alguns elementos essenciais aplicados, a obra se tornaria inesquecível para muitos, mas parece que a preocupação estética falou mais alto, deixando A Cura restrito a um seleto grupo de espectadores. Uma pena.

Pode ir conferir sem medo. O filme compensa pela ousadia e criatividade.

Aconselhamos a assistir num dia de promoção, e rapidamente, antes que saia de cartaz.

Nota 5,5

Por Dieguito C. Melo 

Revisado por Thalles Amaro

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