Crítica: A Bruxa de Blair

18 de setembro de 2016 0 Por Diego C. Melo

É fato que o estilo filme documentário já deu o que tinha que dar e dificilmente alguma obra cinematográfica vai alcançar o resultado esperado diante dos espectadores. Essa tentativa de continuidade da Bruxa “invisível” de Blair não faz nada mais do que dar alguns sustinhos (os personagens assustam mais do que a própria Bruxa) e jogar fora oportunidades de fazer um terror de verdade.20160915103005298982iSabemos que aproveitar esse estilo de filmagem ajuda e muito a reduzir custos e esconder a pobreza da produção. A narrativa de um jovem que resolve depois de muitos anos ir atrás da irmã desaparecida em meio a uma floresta amaldiçoada soa até tolo e fútil, mas é exatamente isso que a versão 2016 de A Bruxa de Blair é.bruxadeblair3Não adianta esperar muito do filme, pois o desgaste da fórmula está bem evidente a cada minuto da obra. Por mais que essa sequência ignore a existência da segunda continuação, A Bruxa de Blair consegue ser tão morno quanto.

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Uma maneira de se aproveitar a ideia do filme seria filmar de verdade toda história por trás da Bruxa e assim quem sabe criar algo digno de ser chamado de “terror”. Quando algumas pessoas da indústria cinematográfica acordarem e perceberem que filmes não devem ser limitados apenas por seus gêneros e que os espectadores não devem ser tratados como imbecis, terão lucros maiores e pessoas realmente satisfeitas com o que viram. Quem sabe assim sai da linha de filmes decepcionantes.

Para pagar o seu convite e quem sabe de uma companhia, só se valer a pena de verdade para ficar ao seu lado num algo mais. Básico, repetitivo, sustos esporádicos e com a insuportável tremida de câmera o tempo todo.

Nota 4

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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