Crítica: A Autópsia

Crítica: A Autópsia

5 de maio de 2017 0 Por Diego C. Melo

É de cara um filme para ficar guardado na memória e ir além de tempo. Primeiro pelo fato de conseguir prender você com pouca coisa e seu principal trunfo é saber conduzir bem uma história que tinha tudo para cair no clichê e, graças ao bom Deus, não caiu.

A obra é aterrorizante e faz com que você não apenas dê pulinhos da cadeira, mas proporciona uma tensão incrível e torna o espectador refém de uma narrativa extremamente bem amarrada. Não acredite que será apenas mais uma brincadeira estilo Jogos Mortais. É um filmão, daqueles que valem a pena o seu ingresso em qualquer dia da semana e em qualquer cinema.

Tirando a euforia inicial, proporcionada após sair da sala de exibição, um fato merece ressalva: os efeitos especiais. Num momento o público mais atento perceberá um fogo computadorizado e erro de continuidade, isso não atrapalha no geral, mas infelizmente interfere na nota final. Afora isso, as atuações estão aterrorizantes e impecáveis. Autópsia mostra que é possível fazer uma obra memorável sem gastar tantas dezenas de milhões de dólares.

Você não percebe o tempo do filme passando, tampouco tem a percepção que se trata de uma obra cinematográfica e logo tem a noção de que foi transportado para um necrotério aterrorizante.

Podiam ser revelados aqui incontáveis elogios, mas preferimos deixar isso em suas mãos. Descubra se for capaz e sinta-se altamente agraciado no final por ter se dado o prazer de assistir algo assim, tão grandioso como o Autópsia é. Se você tem aversão a cenas fortes, tenha ciência que seu esforço será recompensado e mesmo saindo tremendo do cinema, sairá sentindo uma felicidade imensa e porque não dizer: mais corajoso ou corajosa.

 

De longe é a melhor opção nessa semana em todos os cinemas do Brasil. Expectativa a mil para que venha uma continuação. Ah! O filme já se arriscou e deixou bem construído um caminho para uma sequência, não fez como tantos outros: fingir que não esperam resultados expressivos na bilheteria para ter uma continuação. Acreditou no seu potencial e fez bem feito.

Nota 8

Por Dieguito C. Melo

Revisado por Thalles Amaro

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